A Metodologia de Pesquisa
A Pesquisa Qualitativa parece ter vocação para mergulhar na profundidade dos fenômenos. Faz isto de forma compreensiva, abrindo-se para apreender a egrégora informacional subjacente ao fenômeno, leva em conta toda a sua complexidade e particularidade. Não almeja alcançar a generalização, mas sim o entendimento das singularidades.
Muitas culturas, como a tibetana, onde o poder patriarcal não se tornou tão pronunciado, e o senso de unicidade se perpetuou, desenvolveram e aprimoraram formas de apreender e pesquisar a Realidade alicerçadas na senso-percepção consensual, isto é, no consenso obtido da percepção de vários indivíduos da comunidade diante de um mesmo fenômeno. Não é considerada a possibilidade de Fraude, que se origina na disputa pelo Poder. No Ocidente contemporâneo assiste-se, com freqüência a produção de resultados de pesquisas manipulados pelos interesses mais variados, obrigando a Ciência a criar mecanismos de defesa contra as fraudes que fazem parte dos valores culturais vigentes.
A Qualidade de Vida é um conceito que se manteve impreciso e imensurável até recentemente. A medida em que o fenômeno passou a ser investigado por meio de Questionários e Grupos Focais, numa abordagem Qualitativa, foi progressivamente possível compreender sua intimidade a ponto de se desenvolver instrumentos capazes de mensurar a subjetividade envolvida no sentido da Qualidade de Vida. Dessa forma foram obtidos o WHOQOL (World Health Organization Quality of Life instrument), instrumento construído em âmbito mundial, pela Organização Mundial de Saúde; e o SF 36 (Short Form com 36 itens) concebido nos EUA, que foi adaptado e validado para outras línguas. Este último instrumento evidencia o impacto da Saúde nas atividades diárias e no Bem Estar. Foi desenvolvido a partir de um Questionário com mais de 200 itens que foram sendo selecionados segundo sua capacidade de discernimento e mensuração.
Com o auxílio destes recursos métricos tem-se demonstrado a ação de intervenções imateriais, como a Homeopatia, atuando na Qualidade e Sentido de Vida de idosos homeopatizados; estas respostas do terreno biológico eram dificilmente evidenciáveis antes do advento destes instrumentos nascidos da sinergia entre a metodologia Qualitativa e a Quantitativa.
Por outro lado, temos na agricultura uma situação oposta onde a abordagem Quantitativa alienada tem se demonstrado imprópria.
Com o intuito de aumentar a produção de alimentos em quantidade, a qualidade dos mesmos tem sido essencialmente afetada. Isto se deve a aplicação de tecnologia agrícola desenvolvida para o clima temperado (onde a aração tem a capacidade de trazer para a superfície a vitalidade do solo que ficou latente a 40 cm de profundidade sob a cobertura de neve do inverno) em áreas tropicais onde a camada vital está à flor do solo protegida pela sobra da cobertura vegetal. As populações nativas dos Trópicos aprenderam ancestralmente a fazer plantio direto (sem o uso do arado) por perceberem que o solo exposto ao sol dos trópicos perde a sua fauna e flora, responsável pela capacidade de converter a matéria orgânica em sais minerais que alimentam as plantas.
Para solucionar quantitativamente o problema, a tecnologia alienada, a serviço do poder dominador da Natureza, opta por alimentar as plantas com adubos químicos, gerando plantas com deficiências nutricionais que, por sua condição, atraem os organismos reguladores da Natureza, que passam a ser tratados com agrotóxicos conceituados como Pragas.
Artigo de Fernando A C
Bignardi
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