I – Em decorrência da publicação da Portaria 971 de 04-05-2006 pelo Ministério da Saúde;
II – Pelo fato desta gerar dúvidas e contradições quanto à clareza de definição da Homeopatia como especialidade médica, e de que o atendimento homeopático deverá ser exercido claramente por médicos, tal qual está estabelecido no Brasil há 25 anos;
III – Em virtude das avaliações e posições das nossas respeitáveis instituições médicas, representadas pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira, que se posicionaram contrárias à tal Portaria;
IV – Considerando as sucessivas reuniões envolvendo a AMHB / AMB / CFM, além de reuniões consultivas com os representantes das Entidades Federadas da AMHB, lideranças da Homeopatia como Ex-presidentes da AMHB e membros da Comissão de Saúde Pública da AMHB.
A Diretoria da AMHB, por unanimidade, assumindo para si a responsabilidade, neste difícil momento pelo qual passa a Homeopatia brasileira e, priorizando a conquista da prerrogativa de sermos uma especialidade médica, resolve oficialmente o seguinte:
1 – adotar posição conjunta com o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira, de forma contrária à citada Portaria;
2 – acatar as propostas aprovadas na reunião conjunta CFM / AMB / AMHB, realizada no dia 26 de junho de 2006, em São Paulo, na sede da AMB.
Belo Horizonte, 27 de junho de 2006
Diretoria da AMHBATA DA REUNIÃO DA AMHB / AMB / CFM, REALIZADA NO DIA 26 DE JUNHO DE 2006, NA SEDE DA AMB
Finalizando, afirmou que institucionalmente, a AMB e o CFM esperariam até o dia 27/06/2006, pelo posicionamento oficial da AMHB em relação a esta portaria. Em seguida, o Dr. Mário Ribeiro expôs que após sua reunião em Brasília, junto aos Conselheiros do CFM e Diretoria da AMB, a Diretoria da AMHB reuniu-se em teleconferência, com os Presidentes de suas Federadas, Ex-presidentes da AMHB e Comissão de Saúde Pública da AMHB para avaliação desta portaria e do posicionamento do CFM e da AMB em relação a esta. Nestas reuniões, ponderou que a maioria destes determinaram que a AMHB deveria estar alinhada com suas entidades maiores, em defesa do Ato Médico, e quanto à parte específica da Homeopatia, foi preponderante o entendimento de que esta portaria em suas diretrizes específicas para a Homeopatia, trazia ganhos para o seu desenvolvimento, mas que no tocante ao estar incluída como prática integrativa e complementar, e aberta em caráter multiprofissional, embora no referente à Homeopatia no momento, só incluindo os profissionais médicos, farmacêuticos e odontólogos, poderia em algum momento, ser possível sua abertura a outros profissionais, e por não estar nesta portaria incluída como especialidade médica, como na resolução número 04 da CIPLAN, de outubro de 1988, nestes aspectos não trazia ganhos, mas dificuldades em relação à sua definição como especialidade médica. A seguir, tomou a palavra a Dra. Gíssia, afirmando que enquanto Coordenadora da Comissão de Saúde Pública da AMHB, gestão 2002/05, representante desta no grupo de trabalho do Ministério da Saúde, responsável por elaborar uma política para a Homeopatia no SUS, e enquanto Coordenadora do Programa Estadual de Homeopatia do Rio de Janeiro, disse entender a posição da AMB, do CFM e a necessidade de alinhamento da AMHB. Porém, enquanto gestora e médica homeopata do SUS há 20 anos, não poderia deixar de defender o instrumento recém aprovado pelo Ministério da Saúde, que no seu entender vem possibilitar a regulamentação e a expansão da Homeopatia no SUS. A seguir, tomou a palavra o Dr. Helvo, que ponderou na reunião que a referida portaria, embora de fato traga problemas e ambigüidades, possibilitaria à Homeopatia, por exemplo, financiamento para educação continuada e principalmente, maior aporte de pesquisas. Ao que o Dr. Aldemir afirmou que concordava com essa linha de raciocínio, mas não dentro desta portaria, tal como ela foi publicada. Finalmente, a palavra foi tomada pelo Dr. Fiorot, que ponderou a importância do momento e a necessidade da AMHB não adotar posição isolada e destoante do CFM e da AMB. Considerando importante a continuidade do debate e sua democratização, dada a relevância do assunto para a Homeopatia como especialidade e ciência médica, preservando essa conquista dos homeopatas, dos médicos e do povo brasileiro, ao mesmo tempo preocupado em ampliar o atendimento à população via SUS através da homeopatia, e considerando finalmente a exigüidade do tempo para o posicionamento oficial da AMHB, resolveu propor: 1) que a diretoria da AMHB tomasse para si a responsabilidade de oficializar uma posição até o dia 27/06/2006, comunicando-a imediatamente à AMB e ao CFM; 2) que esta posição poderia ser ratificada ou retificada num segundo momento, após, conjuntamente o CFM, a AMB e a AMHB reproduzirem este debate nos estados envolvendo os Conselhos Regionais de Medicina e as respectivas Federadas da AMB e da AMHB, findo o qual a AMHB teria uma posição oficial de suas Federadas para se orientar pela retificação ou ratificação, conforme acima exposto. Sem outra proposta a ser discutida, esta foi aprovada por unanimidade. Em seguida, o Dr. Aldemir deu por encerrada a reunião.
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